domingo, 26 de agosto de 2012

Hermenêutica.

Todo homem é feito daquilo que leu durante sua vida, o resto são escombros.
Ler não necessariamente livros, mas tudo quanto há no céu, terra, e além ambos.
Exercício de enxergar linguagens que não possam ser transcritas à nossa linguagem.
Entender os olhos, sorrisos, sons, conjunturas e estruturas.
Escombros são justamente o acumulo daquilo que não lemos, nem ao menos tentamos.
Encontram-se nesses últimos: preconceitos, falácias, entre outros.
Mostra-se pobre mundo, logo entender-te-emos.
Nas suas múltiplas facetas, dinâmicas incompletas e inteira transitorialidade
Em que se encontra.
Que abram as páginas e os mortos saiam versando suas verdades,
Tão distorcidas pelo nosso tempo.
Saltem os feridos, acamados, doentes de si mesmos, reverberando suas ideias incompreendidas.
Pois este é o momento, leitores são escritores; escritores? Leitores de si mesmos.
As margens, notas de rodapé, o povo, sobe, se solapa para alcançar os títulos, os sumários,
Não são coadjuvantes de uma história mal contada, mas representantes de si mesmos.
Rindo da natureza incompreendida, dos falsos cognatos que levaram a hermenêutica à caminhos tão escuros.
Surge do cômico a compreensão de que o sério é uma transição para o próprio cômico.
Sucedeu-se que, depois da vinda a tona do universal.
Rasgaram os livros, pois já não necessitavam desses.
Liam-se pessoas.






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