domingo, 26 de agosto de 2012

Busca.

Felicidade?
Pois bem, abordar um tema tão clichê é uma tarefa árdua pois, em linhas gerais, encontramos apenas definições em definições de definições.
Poderia deliciar-me em defini-lá, mas seria, in totum, tão passado no presente.
Pois bem, deixarei-a assim como exteriorizou-se ao mundo.
Indefinida;
Fugaz como na modulação da sonata, no espanto do incauto, no frêmito dos tons.
Naqueles momentos fugidíos que escorregam do tempo e por momentos eternos encontram-se com a dita cuja.
Talvez nasça dos vasos plantados das crianças, singela, pequena, amorfa.
Cresça nas mãos adultas, morra, renasça, no qual colha-se frutos na primavera e
Já no outono, seca-se, melodiosa de si mesma, germe da esperança de uma nova primavera.
Encontra-se nos ciclos.
No momento inconstante entre o eterno retorno e o novo.
Justaposta, frágil.
Semanticamente incompleta, solitária em busca de sua própria plenitude.
Abstrata.
Longínqua.
Ininteligível para o cinza do mundo.
Inteligível apenas aos que amam.

Hermenêutica.

Todo homem é feito daquilo que leu durante sua vida, o resto são escombros.
Ler não necessariamente livros, mas tudo quanto há no céu, terra, e além ambos.
Exercício de enxergar linguagens que não possam ser transcritas à nossa linguagem.
Entender os olhos, sorrisos, sons, conjunturas e estruturas.
Escombros são justamente o acumulo daquilo que não lemos, nem ao menos tentamos.
Encontram-se nesses últimos: preconceitos, falácias, entre outros.
Mostra-se pobre mundo, logo entender-te-emos.
Nas suas múltiplas facetas, dinâmicas incompletas e inteira transitorialidade
Em que se encontra.
Que abram as páginas e os mortos saiam versando suas verdades,
Tão distorcidas pelo nosso tempo.
Saltem os feridos, acamados, doentes de si mesmos, reverberando suas ideias incompreendidas.
Pois este é o momento, leitores são escritores; escritores? Leitores de si mesmos.
As margens, notas de rodapé, o povo, sobe, se solapa para alcançar os títulos, os sumários,
Não são coadjuvantes de uma história mal contada, mas representantes de si mesmos.
Rindo da natureza incompreendida, dos falsos cognatos que levaram a hermenêutica à caminhos tão escuros.
Surge do cômico a compreensão de que o sério é uma transição para o próprio cômico.
Sucedeu-se que, depois da vinda a tona do universal.
Rasgaram os livros, pois já não necessitavam desses.
Liam-se pessoas.






quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Tempar

Fluído tempo, desmancha-se tudo.
Sólido vira soluto na inconstâncias das incertezas.
Trata-se de responder as perguntas, pois os contornos já foram.
Trata-se de incertezas. A Arte de indagar, e o Talvez? Torná-lo veraz.
Tornar-me de soluto À sólido.
Perguntar-se, perguntar-se, tempo? Que tempo? Qual tempo? Quem tempa?
Pois o tempar é o próprio viver no tempo.
Fluído tempo, sou pós, respondo como pós aos pós-modernos,
Sólida não mais a forma, talvez, sempre talvez, o conteúdo.
Tempas?

domingo, 5 de agosto de 2012

Leitura

Leio vagarosamente,
Como se as horas fossem quimeras das horas,
E os dias, a os dias, estes fossem solúveis nos meses,
E os anos? Nem existissem.
Leio fazendo parte do mistério de ler, não para mim,
Para o mundo, por que leio.
Do texto, não me importo com o léxico,
Só com a semântica.