sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Flor de concreto

Nasceu a mais bela flor,

Em meio a selva de vidro,

Ao som das sinfonias urbanas.

Brotou lentamente em contraste à rapidez da sociedade.

No meio do caos, dito organizado, ela se erguia.

Cinza como o céu de outono,

Cinza como os cidadãos da metrópole.

Era bela, faltava-lhe cor, talvez também pulso.

Também era seca e dura.

Mas sua estética perfeita,

Tão bela quanto se pode imaginar.

Faltava-lhe apenas vida.

Era a mais bela das flores.

Mas era de concreto.

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