quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Falar.

Entenda, eu não paro de falar nunca,

Eu falo com a voz,

Falo quando sorrio,

Falo com o corpo,

E falo, longamente, durante o meu silêncio.

Basta você entender a língua que eu falo.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Comigo.

Gosto daqueles que me chacoalham por dentro, me tiram do alento, e me levam com o seu intento.
Desses que transformam o meu rosto rijo em sorriso que acaba em riso.
De quem se move pra me ver, mesmo quando chove..

Gosto dos que me dão esperança, e me chamam pra dança, sem se importar com a lambança.
Desses do mundo, que trazem consigo o perigo, e quem sem medo, eu mesmo os sigo.
De quem se faz cantar comigo, pensar , sentir , chorar , amizadar , inimizadar , e amar, sempre
Comigo, sempre meu amigo.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Alma

Decidi trocar minha alma de época, para quem sabe manter vivo meu corpo presente.

Vivo

Vivo um presente com cheiro de passado, onde me cai melhor o funeral dos grandes mortos, do que a festa dos pequenos vivos.

Viagem.

Já é hora de descarrilhar o trem,
De fugir dos trilhos,
De perguntar-nos qual o destino.

A indiferença apertou os cintos,
E o trem continuou,
Para onde?
Sabe-se lá.

Pouco importa para muitos,
Muito importa para poucos,
É uma inversão de valores,
Em um momento que,

Por incrível que pareça,
A maioria não devia falar,
Calar-se-ia o inventor da democracia,
Choraria então aquele que fala em
Indivíduo.

E o trem continua
Para onde?
sabe-se lá
E nós pequenas roldanas,
Continuamos firmes passageiros,

De uma torpe viagem,
Sem destino
Nem volta.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Tempo presente.

Vagando pelas ruas, procurando o que procurar,

Era menino, por vezes homem, por vezes inteiramente nostalgia

Filho de uma época, pertencente à outra,

Por vezes mais lá que cá.

Amante de cores desbotadas.

Notas que já silenciaram.

Palavras esquecidas.

Muito no futuro,

Quase nada no presente,

E tudo no passado.