segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Humano.

Escrevo, não para me engajar socialmente, me encaixar nos meios intelectualóides, aspirar riquezas inimagináveis (inimagináveis mesmo, com a situação da literatura em nosso país).
Escrevo, não por sensibilidade exacerbada, por amarguras passadas, amores não correspondidos, situações existencialistas, ou outros dos tantos clichês que enchem meus olhos todas as vezes que invento de ler algo novo, contemporâneo.
Escrevo, não por amor ao próximo, por condolência da humanidade, por esse ou aquele motivo específico, que se torna, tão banal, e perde-se no vácuo literário.
Escrevo não pelas linhas, pela lírica, pelos poetas.
Escrevo pela necessidade de sentir nas linhas na lírica nos poetas toda a minha humanidade
Por vezes tão desumana.

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