quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Entender.

A falta de sensibilidade das pessoas me assusta, aprendem sobre tudo que há no universo, e não compreendem um poema.

Quadro.

Contrastes,

Tonalidades quentes em meio à personagens excêntricamente frios,
A criatividade do artista estampada em cada pincelada.
Fugazes momentos de genialidade em meio à tamanha tela,

Não sobra cor,
Não falta artista,

Aos poucos o quadro vai tomando as formas desejadas pelo pintor,
E quando pronto,

Como saber, se quem pinta o quadro é o pintor,

Ou,
Quem pinta o pintor,

É o quadro.

sábado, 20 de agosto de 2011

Encontros.

Cheguei à conclusão, que minha vida é feita de desencontros.
Quando preciso escrever um poema, me surge um machado.
Quando preciso derrubar uma árvore, me surge uma caneta.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Aceite-me?

Homem moderno:  peculiar, único, infelizmente único.
Dessa solidão tão atual, diferenciada, personalizada.

Impressiona até mesmo o mais desatento, essa nossa necessidade de aceitação,
Precisamos nos encaixar à todo o momento, em todos os gostos genéricos.
Isso é simpatia, não falta de personalidade, claro.

É o som das palmas a minha volta que me tornam um “homem moderno”,
Podem haver inúmeras ovações, ao menor ruído de vaia, lá se vai meu castelo de areia.
Alguém não me aceita, não me tolera.

Algo deve ser feito...

Talvez eu mude meu sorriso, meus hábitos,
Quem sabe eu modifique meu gosto musical,
Talvez deixe de comer o que gosto, largo o que me apetece...

Quem sabe até mesmo
 Eu não me esqueça em algum lugar,
Não preciso da minha pessoa mesmo,
Preciso ser aceito...

Sabe o que mais me surpreende no “homem moderno”?
Essa nossa capacidade de falarmos em liberdade,
Mesmo estando tão presos aos outros.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Desenho

Dê-me uma borracha,
É o momento de apagar as cores que não combinam com o meu desenho.

?

Quem sabe, parte um tolo, volta um sábio.

Hoje só mais um trago de indiferença,
Talvez seja arrogância,

Intolerância quem sabe,
Mas não engulo toda essa mendicância.
Escassez de sentido.

Sentimentos tão poucos.

Diga-me o que vê quando observa as nuvens,
Conte-me do que és feito, não dos seus feitos.

Grite o que existe em você, que não em mim,ou
Em outrem.

Qual a essência, da sua essência.

Tolero hoje,
O gênio,
A intemperança.

Guardo comigo os encantos, daqueles que encantam,
Os  frívolos, que passem, não parem.

Agora diga-me,
O que faz de você, você?