segunda-feira, 11 de julho de 2011

Trem

Era cedo, o vento era suave e o sol tímido, um belo dia para se andar de Trem.

Subi no vagão , sentei-me próximo a janela, aos poucos o Trem começava a andar.

Eu observava tudo pela janela, as paisagens se intercalavam entre si, contraste de verdes extensos entre montanhas bem delineadas.

Passava por entre lagos sutís, e as nuvens atrevidas, enchiam o céu e desenhavam ao seu bel prazer.

Depois de meses ali só olhando, eu percebi, ou pulava do Trem e sentia a vida, ou observaria tudo do meu assento até o fim dos dias.

Caí em mim, quebrei a janela com as mãos e saltei.
Caí fora do trem, quebrei braço e perna.

Mas sinceramente?

Foram as dores mais saborosas.

Eram dores de se viver.

Dentro do Trem eu existia,

Agora eu Vivia.

Um comentário:

  1. Eu sei como é sentir isso. É muito melhor sentir que se está vivo do que só sentir q existe, que é mais um ser humano nesse mundo super-populado (se é q isso se escreve assim! xD). Eu estou vivendo agora. Agora eu posso dizer isso! Sei lá o que vai sair disso... mas qual a graça de uma vida traçadinha nos mínimos detalhes? Há que haver algo de inusitado, de novo, de surpresa. Boas? Ruins? Que venham!

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