quarta-feira, 20 de abril de 2011

Minha Poesia.

Esgotei-me de sentimentalismo barato,

Minha poesia encontra-se além dos bosques,

Desce com a brisa soturna,

Corre pelos campos molhados,

Rola na chuva do poente

Esconde-se na névoa do incessante,

Perdeu a linha, sem mais foco.

Grita a esmo, murmura esse abissal silêncio,

Oscila entre padecer do próximo ou amargurá-lo cruelmente,

Transpassa os limites do homem,

Habita o inóspito,

Corrompe o incólume,

Lança-se aos alfabetizados pelo lirismo,

Critica sua critica por si,

É livre e feita para os livres,

Não espera compreensão,

Nela há,

Tanta vida, tanta vida, tanta vida,

Em tão poucas linhas.

4 comentários:

  1. *.*
    amei essa... nossa... indescritível os sentimentos que ela evoca... parabéns!

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  2. Tanta vida em tão poucas linhas e tantos mistérios em suas entrelinhas... lindo texto, Caio! Parabéns! Verdadeiramente, Mariana, é 'indescritível os sentimentos que ela evoca...'. Amei.

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  3. Muito interessante o blog !
    Deixo o meu aqui caso queira dar uma olhada, seguir...;

    www.bolgdoano.blogspot.com

    Muito Obrigada, desde já !

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  4. Adorei seu blog!
    Muito gostoso de se ler.
    Poderia me adicionar? Queria que me explicasse como fez para colocar aquele contador de visitas.
    ana.k3@live.com
    Aqui está meu blog > insantas.blogspot.com
    Beijos!

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