quarta-feira, 20 de abril de 2011

Minha Poesia.

Esgotei-me de sentimentalismo barato,

Minha poesia encontra-se além dos bosques,

Desce com a brisa soturna,

Corre pelos campos molhados,

Rola na chuva do poente

Esconde-se na névoa do incessante,

Perdeu a linha, sem mais foco.

Grita a esmo, murmura esse abissal silêncio,

Oscila entre padecer do próximo ou amargurá-lo cruelmente,

Transpassa os limites do homem,

Habita o inóspito,

Corrompe o incólume,

Lança-se aos alfabetizados pelo lirismo,

Critica sua critica por si,

É livre e feita para os livres,

Não espera compreensão,

Nela há,

Tanta vida, tanta vida, tanta vida,

Em tão poucas linhas.

Finjo.

Exijo respeito,

Admiração,

Afeto,

Compreensão,

À todos os nossos amados ignorantes,

De passagem, o mundo lhes pertence,

Encontram-se espalhados em todos os cantos,

Becos,

Ruas sem saída,

Brotam do nada ao nada,

Vêm, vão, ficam

São líderes, pseudo-intelectuais, mestres letrados, politizados, íntegros, cheios de idéia s, cheios de si, cheios de tão cheios.

Mas a taça,

Essa vazia,

Digo:

Parvos uni-vos,

É a festa do mau gosto,

Mau agouro,

Venham com todos os pseudos,

Tragam seus hábitos horrendos,

Sua péssima cultura mesclada à falta de educação,

Dançam bêbados,

Desnudos de sentido,

Nesses dias,

Fingir saber,

É mais importante que o próprio saber,

Fingir cultura,

É mais recomendado, do que ser culto.

Fingir respeitar,

Fingir entender,

Fingem a própria existência,

Fingem fingir.

terça-feira, 19 de abril de 2011

D

Dissolvo-me

Disperso do Dono,

Diferente Deles,

Distante Daquela Doca,

Destoando,

Daquilo,

Daqueles,

Doravante, Desacredito,

Daquilo,

Daqueles

Dissolvo-me


domingo, 17 de abril de 2011

Inocência.

Deu em todos os jornais,
As emissoras pararam para transmitir,
Essa catástrofe,
Calamidade ,
Mataram,
Sim,
Ela,
A inocência,
Depois de milênios existindo, criando e amando,
Ela morre agora no nosso século,
XXI
Tenho pena das futuras crianças,
Quando dez anos meu irmão completar,
Quarenta anos terá.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Eu-lírico

Existe uma tênue linha entre eu e meu eu-lírico, mas sinceramente, nunca a vi.

Chato

Pedante,

Irritante,

Insignificante,

Cheio de pensamentos,

Irrelevantes,

Eis a fórmula para se criar um chato.

domingo, 10 de abril de 2011

Loucos

Se loucos alguns são, logo sãos não são,

Mas se são sãos, loucos não são,

Logo loucos não existem,

Nem sãos,

Apenas,

Perspectivas.

Opção

Quem me dera ter opção, escrever é inerente a mim.

Não

Não hei de parar,

Não de escrever,

Se por acaso tirares as minhas mãos,

Declamarei em voz alta,

Se minha língua então cortares,

Escreverei de minha alma,

Para eu,

Mesmo .

Conhecer

Quer conhecer realmente uma pessoa?

Leia o que ela escreve,

Há mais dela ali, do que nela mesma.

Música do Acaso

Ouço ao longe a sonata de formas perdidas,

Sem requintes,

Música pura,

Nua,

Esse Allegro, tão letárgico,

Desse Largo almejado,

Sobra-me o Andante,

Nem lá, nem cá,

Sem requintes,

Música pura,

Nua.