domingo, 30 de janeiro de 2011

Tic-Toc

Toc-Toc

Tic-Tac

Toc-Toc

Tic-Tac

Tic-Tac

Toc-Toc

Toc-Toc

Tic-Tac

Tic-Tac

Tic-Tac

Toc-Toc

Insistência.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Poema

Os poemas são todos,

Diários,

Sejam eles escritos

Ou

Desejosos de o serem,

No passado,

Presente

E futuro inexistente,

Poemas ,

São espelhos da carne,

Escritos pela alma.

Perder tempo.

Descobri uma de minhas maiores proficiências,

Perder tempo,

Se “tempo” é “dinheiro”

Sou um paupérrimo de marca maior,

Miserável de dar dó até em psdebista,

Mas perco meu tempo só com pessoas

Aquelas que não merecem,

Dia

Hora ,

Minuto,

Segundo .

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Vagaroso.

Francamente,

Tenho um fraquejo por incoerências,

E profunda admiração por tudo que destoa,

Enjoei-me de brevidades,

Cissiparidades,

De toda essa equalização,

Virei fã de relacionamentos no melhor estilo

Slow motion,

Com aquela pitada de

“Pour Toujours”.

Diferenciei-me,

Desacelerei-me.

Meu livro.

La nos confins,

Encontraram minha parte,

Dentro das paginas amareladas pelo tempo,

Naquele livro com bela capa,

Encostado no velho ipê,

Que flores já não dava,

Parte daquela ilha,

Onde o mar entristece os olhos,

O vento emudece as árvores,

E o tempo não existe,

Entre as lembranças infindas,

Agora,

Peço que,

Volte a florescer,

Meu pequeno

Ipê .

domingo, 23 de janeiro de 2011

Arte.

Disseram-me certa vez, que tudo que poderia ser escrito já o fora,

Falaram que as possibilidades artísticas foram exploradas até a exaustão,

Que criação é na realidade a roupa de festa da imitação,

Disseram-me mais, muito mais, disparates sobre uma possível,

Inutilidade artística,

Digo à aqueles que nasceram e em parte adquiriram essa insana insensata insensibilidade,

Guardem o cientificismo, guardem as escalas, medições,

Intensifiquem integralmente inteligíveis percepções sobre o que os rodeiam.

Não existem verdades absolutas.

Apenas perguntas.

A Arte Pergunta.

E responde

Na sua mais bela incerteza,

Poesia sem ente.

Andar descalço na estrada quente,

Sem beira nem eira,

Sem tênis, parente, patente,

Andar, plantar bananeira,

Sem algo, coisa, muito menos parente,

Sem pestanejar em tornar a leiteira,

Toda

Pela ladeira,

Digo mais,

Tente .

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Você.

Não mais as fadigas urbanas,

Já caminho a tanto tempo entre passos feitos,

Estradas pavimentadas sem o meu consentimento,

Já me aglutinei de conceitos, conceitos,

Tragam-me um pouco de personalidades irreverentes,

Tragam-me excentricidades, quaisquer elas sejam,

Agora só um pouco de fumo barato,

Roupas extravagantes,

Linguajar inapropriado,

Temas não falados,

Turbe meus olhos com imagens vulgares,

Dê-me um suspiro largado ao intimo,

Um sussurro impreciso,

Aquele do meu agrado,

Faça algo,

Crie,

Invente,

Inove,

Por mais medíocre que pareça,

Traga-me parte de você,

Sem pôster, capa, pintura recalcada,

Ou pior

Imitação barata.