quarta-feira, 16 de junho de 2010

Aceite-se

Meu caro iludido, deixe-me dizer quanto prezo por sua ilusão, pelo seu lindo mundo, florido, cintilante, cheio de alegria nas esquinas, amor nascendo a todo canto, benfeitorias voando sobre nossas cabeças, política bem feita sobre nossos pés, pessoas lindas, bem vestidas, cheias de, NADA,

Terá de desculpar-me, mas seu castelo de cartas cai agora, pois eu assopro.

Por que admiração constante a perfeição?

A inexistência da mesma já prova, ela é um saco.

Deixe de lado os detalhes, o belo, tudo aquilo que aparenta ser, mas nunca é.

Aprenda caro, aprenda, não prefira o mar de rosas, prefira ser uma única rosa no imenso mar,

Contemple o mundo das intemperanças, é ai que mora a graça, sim bem ai,

O que seria do mundo sem adversidades?

Mesmice cruel, absurdamente cruel,

No mundo da robótica em um futuro próximo,

Quem sabe,

Mas hoje eu não permito,

Ser pequeno,

Ser mesquinho,

Ser perfeito,

Permito a insanidade,

Permito os erros

Toda e qualquer arte,

Toda genialidade,

Permita-se ser Humano.

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