quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Um drink talvez?

Triste fim esse que se passa, na realidade nunca gostei de fins, meios e recomeços, sou um adepto do tudo ou nada, não tomo ninguém por meio-copos, me embriago do ser.

Enjôo, e logo não tomo, virar o copo vazio a boca não me satisfaz. Poucos duram o sabor do infinito em meus cálices, poucos são interessantes o suficiente.

Me equilibro nas palavras como um malabarista aloprado, rio de mim, de minha loucura, das minhas linhas, de tudo que sou .

Hoje tomo a goles rasos as doses do momento, simplicidade em uma taça, sorrisos em outra taça, assim eu me delicio com elas.

Tomo em doses homeopáticas a raiva, a descrença, o sarcasmo, a insensatez, sabor suave de enjoo.

Nada como ter seu próprio frigobar, decidir quem fica, quem sai, decidir quem eu devo beber, que hora beber, e em que doses eles não me farão secá-los.

Apesar de tudo, ainda existem os vinhos com as suas atratividades, vinhos intermináveis em sabor e essência, essas poucas garrafas eu guardo próximas ao peito, são poucas mais são eternamente saborosas.

4 comentários:

  1. Altas doses de algumas bebida pode nos deixar de ressaca no dia seguinte. Então melhor moderar pra sentir o prazer sem dissabores depois. Certas pessoas tem esse poder de nos deixar com sensação de ressaca.

    ResponderExcluir
  2. eu quero dar uma beijo na testa de quem inventou o FRIGOBAR :B

    ResponderExcluir
  3. esse é oficialmente um texto que embriaga o leitor.

    ResponderExcluir
  4. Cainhoo ... Adoro você ! E invejo (do bem) a forma maravilhosa como vc escreve ! Beiijo ... Júh Oliveiira !

    ResponderExcluir