quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Crendices de um Jovem Tolo.

Nem tudo são contos, nem todos os ventos são passageiros, alguns assobiam em nossas vidas por algumas eternidades.

Descobri por entre lençóis, todos os segredos do homem jaz sobre a quentura e ternura de seus travesseiros.

Encontrei nos intimo da simplicidade meu eu perdido, faltava-lhe um braço e talvez meia perna, mas era ele.

Só hoje percebi que não combino com as vestiduras de um perdedor, combino mais com a nudez dos que persistem, os que persistem em amar.

Uma nova descoberta me remete também, nenhum amor é doce ou amargo, não é salgado ou insosso, sem demasia em nenhum dos lados.

Só agora fui apresentado à moderação, o amor não leva em consideração quem somos, por que somos, ou o que realmente queremos, nada é levado em consideração.

Um tanto dualístico e multifacetado, ele existe em tantas formas, tantos jeitos, não existe maneira eficaz de compará-lo ou criá-lo, ele apenas existe.

Nada mais livre do que o aprisionamento de amar, poucos sentimentos nos enobrecem em nossas tolices, em nossos erros e covardias, medo de mostrar a nossa fragilidade .

Aprendi que ele esta presente em tudo, no silencio, no canto, na sensibilidade do vidro e na brutalidade do aço.

Acredito ter esbarrado com ele vez ou outra, em alguns seres talvez, em algumas excentricidades também, o mais intrigante é que eu esbarro por ele em lugares improváveis e em formas totalmente inesperadas.

Não saberia descrevê-lo de outra maneira, as palavras são poucas, e nem de todo mal escolhidas, mas a melhor descoberta é a de ser um tolo amável, um tolo que ama, um tolo que aguarda, um eterno tolo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Um drink talvez?

Triste fim esse que se passa, na realidade nunca gostei de fins, meios e recomeços, sou um adepto do tudo ou nada, não tomo ninguém por meio-copos, me embriago do ser.

Enjôo, e logo não tomo, virar o copo vazio a boca não me satisfaz. Poucos duram o sabor do infinito em meus cálices, poucos são interessantes o suficiente.

Me equilibro nas palavras como um malabarista aloprado, rio de mim, de minha loucura, das minhas linhas, de tudo que sou .

Hoje tomo a goles rasos as doses do momento, simplicidade em uma taça, sorrisos em outra taça, assim eu me delicio com elas.

Tomo em doses homeopáticas a raiva, a descrença, o sarcasmo, a insensatez, sabor suave de enjoo.

Nada como ter seu próprio frigobar, decidir quem fica, quem sai, decidir quem eu devo beber, que hora beber, e em que doses eles não me farão secá-los.

Apesar de tudo, ainda existem os vinhos com as suas atratividades, vinhos intermináveis em sabor e essência, essas poucas garrafas eu guardo próximas ao peito, são poucas mais são eternamente saborosas.