sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Liberdade à vida.

Mais um daqueles dias, minutos transformados em séculos, horas em milênios, e por ai o dia corre.

Não me afugento mais das sombras do passado, agora são meras imagens difusas do que foram. Passado, triste passado.

Encontrei-me nas estradas do futuro, estradas dos sonhadores, dos perdedores e ganhadores, das tantas incertezas.

Não me contento com pouco, sou inteiramente entregue ao exagero, necessito de tudo por completo, gesto por gesto, sorriso por sorriso, essência por essência, literalmente entregue a loucura da existência.

Não posso controlar as vãs filosofias dos pseudo-intelectuais, e nem mesmo as loucuras daqueles que estão entregues a futilidade, como posso discutir com os modos de se viver.

Descobri que nem sempre posso enfiar um pedaço da minha alma goela a baixo de uma boneca vazia, não surtiria efeito, apenas desperdiçaria um pedaço do que sou em algo morto, frio e inerte.

Por tempo demais esperei a resposta de uma estatua, naquela época eu nem ao menos desconfiava que estatuas não vivem através dos sentimentos, são meras imagens esculpidas em pedra dura, mármore insensível, e falta de espírito latente, nada mais aterrador do que se apegar a algo assim.

Esbravejei tempo demais, procurei ansiosamente por algo que eu não conhecia, perdi parte do que eu era, e hoje encontrei o que sou, simples como aprender a andar, como aprender a voar, finalmente a liberdade que eu aguardava, ela está a um passo, só mais um passo, já posso vê-la e senti-la, só mais um.

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