terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A leveza de nada acontecer.

Caminhando pelas ruas da cidade percebo todos os lentos movimentos a minha volta, simples caminhada.

Aquela leve chuva martelando em minha mente, tantas escolhas, tantos caminhos, tantos por quês, quase me esqueço de viver o presente, leve chuva essa.

Não posso eu lutar contra o que vivo, meu mundo se baseia em escolhas, tantas para se fazer, tantas para se apegar, tantos caminhos cruzados, como posso eu seguir sem escolher, deixar as vozes ecoarem para fora da mente sem apego algum, não posso lutar.

Agora eu enxergo as cores, aquele mundo cinza já se perdeu em um passado distante, agora só faz parte do remorso, da culpa, e da tristeza, sentimentos inexistentes nessa presença delicada, agora eu enxergo.

Logo ao primeiro toque já experimentei as novas sensações, estranhas sensações, poderia parar um trem nos braços, voar pelo mundo, e aproveitar todos os segundos, poderia não acreditar, nem sentir, nem nada mais, logo ao primeiro.

Volto a me largar em um sofá qualquer, com os pensamentos vagando por onde permitem os inexistentes limites da mente, tudo se resumi a sentir, crer, escolher e ser, não me contento com tão pouco, poderia eu ir além das banalidades de uma efêmera vida? Volto a isso tudo.

Nada menos efêmero do que uma vida...

3 comentários:

  1. entrei aqui só pra comentar que te admiro e amo seus poemas!!!
    Adorei este parece q esta escrevendo pra mim...
    e tenho mta saudades de vc!

    bjobjo,teamo!

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  2. muito obrigado,
    ainda estou curioso,
    quem é?
    ahuhahauua
    Bjo.

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