segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Simples...

Passam as horas, os momentos, os sorrisos e alegrias, os encontros e desencontros, e eu vendo tudo como um observador oculto.

Difícil protagonizar sua própria vida, o eu está preso por entre os dedos quando na realidade tinha de estar correndo pelo campo, coletando as conquistas e as perdas.

Ocultando tudo o que poderíamos ser, ou o que somos verdadeiramente falando, sentindo esvair a nossa dose de individualidade, o poder de não acreditar.

Perdendo todos os traços de personalidade, tornando a ser à sombra de outrem, sentindo por demasiado, falando por medo do silencio, seguindo padrões intermináveis.

Acreditaria até, se houvesse uma nova dose de demonstração, algo real, não a criação de uma mente desvairada que torna de um abraço uma promessa, e de um olhar um infinito, este alguém que não enxerga.

Interminável este rapaz chamado tempo, age por seu bel prazer, não pensa nos afetados por ele, não olha ao lado, não oferece mão amiga, retira sentimento, reconstrói amizades, alimenta esperanças, destrói sonhos.

Enxergando o presente posso dizer realmente todas as disparidades que me vem ao pensamento, não posso anular as palavras ditas, os gestos feitos, e os erros inconseqüentes, não posso repará-los, disfarçá-los ou sumir com eles todos,

Sonhando eu continuo, ocultando as mentiras, acreditando em todas as suas palavras não faladas, interminávelmente eu esperaria por esse momento, enxergaria quem você é por completo, sonho com a oportunidade, todos os dias eu esperarei por isso.

Um comentário:

  1. palmas, Palmas.
    Te aplaudo de pé meu amiguinho
    Te admiro e torço por ti.
    bjOo

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